terça-feira, 18 de agosto de 2009

O POÉTICO MORRO DO CÉU

Na coluna de hoje, do Diário Catarinense, o jornalista Sérgio da Costa Ramos lembra do tempo romântico de Florianópolis. Ele ressalta a época em que os morros tinham nomes poéticos. O nosso continua com a mesma nomenclatura. Leia o trecho abaixo:


"As famílias moravam em ruas de nomes amáveis e naturais. Os bairros se chamavam Praia de Fora (Bocaiúva), Tronqueira (Canudinhos), Largo da Princesa (Benjamin Constant), Bairro da Toca (Prainha). A Esteves Júnior se chamava Formosa, a Victor Konder, Mato Grosso, a Mauro Ramos, Rua das Olarias. Até os morros, hoje dominados por uma impenetrável criminalidade, chamavam-se, bucolicamente, Morro do Céu e Morro da Gasosa. A Deodoro, segunda transversal da Felipe, não homenageava nenhum marechal. Chamava-se do Ouvidor – vá lá, pura “macaquice” da sua homônima carioca. As casas ainda eram geminadas e não dispensavam os “quintais”, povoados de ovinos e caprinos. À noite, não era incomum o latido da cachorrada e o coaxar dos sapos".

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