sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Caldinho de berbigão





















Hoje é dia de mais uma Sexta do Vinil no Bar do Caio. Além dos tradicionais pastéis de salame italiano e de berbigão, Cesinha Nunes informa que o cardápio terá caldinho especial de berbigão (foto). Comida boa, bate-papo agradável e muita cerveja numa sexta é tudo de bom. Só falta você ir. Compareça!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Quarteto de ouro

















Esse é um quarteto de ouro que tocava junto na noite de Floripa. Sempre com sambas da melhor qualidade no repertório. A foto é do tempo do Baka Chopp, bar que reunia a rapaziada todas as sextas na rua Dom Jaime Câmara, no Centro de Florianópolis.

Em pé: Gú do Violão e o nosso vice-presidente Caio Teixeira. Sentados: Anderson Queiroz, nosso mestre de bateria, e Jeisson Dias, um dos maiores sambistas de Floripa e do Brasil. Dos quatro, três são do Morro do Céu. Jeisson não nasceu na nossa comunidade mas também mora no nosso coração!


Saudemos Cruz e Sousa
















Hoje é dia saudarmos os 150 anos de nascimento do maior poeta simbolista deste Brasil. João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro, atual Florianópolis, em 24 novembro de 1861, e faleceu em Sítio, atual município de Antônio Carlos-MG, em 19 de março de 1898. Dizem os mais antigos da nossa comunidade que o nome dado à rua Cruz e Sousa (a principal do Morro do Céu) deve-se ao fato dele ter morado na região pelos idos de 1870.

Cruz e Sousa também foi um clube social da comunidade do Morro do Céu que reunia trabalhadores, negros, moradores e demais descendentes africanos. Do clube, surgiu um time de futebol que por muito tempo orgulhou a comunidade com as suas cores vermelho e branco, que inclusive serviram de inspiração para o pavilhão do Unidos do Morro do Céu. Fiquem com um pouco da história dele e com o poema Lua, incluído na obra Broquéis.

A história de Cruz e Sousa


No Brasil, Cruz e Sousa é o poeta mais discutido e influente da escola simbolista – enquanto que os nome mais importantes na França são Rimbaud, Verlaine e Mallarmé. Cruz e Sousa foi vítima de uma campanha extremamente agressiva por parte de pessoas que faziam parte do meio literário brasileiro, que não o aceitavam como chefe da escola, pelas audaciosas inovações de seus versos, e também pelo preconceito de cor.

Desafortunado também na sua vida particular, o poeta viu a tuberculose tirar a vida de sua mulher e de seus quatro filhos. Embora infeliz por essas perdas e por vive num ambiente de pobreza, contou com um grupo de amigos e discípulos dedicados. Ronald de Carvalho assim se posicionava acerca da poesia de Cruz e Souza, dizendo que “apesar de todas as suas insuficiências, a força de um precursor. Ele introduziu em nossas letras aquele 'horror de forma concreta', de que já o grande Goethe se lastimava no século XVIII”.

Obras de Cruz e Sousa: Broquéis (1893), Missal, (1893), Evocações (1898), Faróis (1900) [Rio de Janeiro], e Últimos sonetos [Paris, 1905]. Transcrevo Lua, que integra o livro de Cruz e Souza, Broquéis, Rio de Janeiro, 1893, págs. 49-51.)


                   LUA

Clâmides frescas, de brancuras frias,
Finíssimas dalmáticas de neve
Vestem as longas árvores sombrias,
Surgindo a Lua nebulosa e leva...

Névoas e névoas frígidas ondulam...
Alagam lácteos e fulgentes rios
Que na enluarada refração tremulam
Dentre fosforescências, calafrios...

E ondulam névoas, cetinosas rendas
De virginais, de prônubas alvuras...
Vagam baladas e visões e lendas
No flórido noivado das Alturas...

E fria, fluente, frouxa claridade
Flutua como as brumas de um letargo...
E erra no espaço, em toda a imensidade,
Um sonho doente, cilicioso, amargo...

Da vastidão dos páramos serenos,
Das siderais abóbadas cerúleas
Cai a luz em antífonas, em trenos,
Em misticismos, orações e dúlias...

E entre os marfins e as pratas diluídas
Dos lânguidos clarões tristes e enfermos,
Com grinaldas de roxas margaridas
Vagam as Virgens de cismares ermos...

Cabelos torrenciais e dolorosos
Bóiam nas ondas dos etéreos gelos.
E os corpos passam níveos, luminosos,
Nas ondas do luar e dos cabelos...

Vagam sombras gentis de mortas, vagam
Em grandes procissões, em grandes alas, 
Dentre as auréolas, os clarões que alagam,
Opulências de pérolas e opalas.

E a Lua vai clorótica fulgindo
Nos seus alperces etereais e brancos,
A luz gelada e pálida diluindo
Das serranias pelos largos flancos...

Ó Lua das magnólias e dos lírios!
Geleira sideral entre as geleiras!
Tens a tristeza mórbida dos círios
E a lividez da chama das poncheiras!
Quando ressurges, quando brilhas e amas,
Quando de luzes a amplidão constelas,
Com os fulgores glaciais que tu derramas
Dás febre e frio, dás nevrose, gelas...

A tua dor cristalizou-se outrora
Na dor profunda mais dilacerada
E nas dores estranhas, ó Astro, agora,
És a suprema Dor cristalizada!...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Morro do 25 e Morro da Nova Trento!

O Unidos do Morro do Céu convida os moradores do Morro do 25 e da Nova Trento para uma participação mais efetiva no carnaval 2012. Isso envolve os ensaios e desfile. O porquê disso. Essas duas comunidades, além de serem próximas, estão diretamente ligadas ao Morro do Céu. É um fato histórico. Portanto, vamos todos juntos brincar o carnaval! Claro, as demais comunidades do Maciço do Morro da Cruz e de Florianópolis também estão convidadas!

Apenas uma referência...


























Acima, uma imagem do que pode aparecer no nosso carnaval 2012. São boas referências que servem de inspiração para os compositores, designers, carnavalescos e demais membros do bloco. O trabalho começou hoje. Mãos à obra!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Reviver nossa Infância...Morro do Céu, Berço da Esperança!"

O Unidos do Morro do Céu definiu nesta terça-feira, dia 22, em reunião da diretoria, o enredo para o carnaval 2012. A abordagem será sobre as brincadeiras de criança. Elas vão emoldurar a Praça XV na sexta-feira de carnaval, no dia 17 de fevereiro de 2012. O tema é "Reviver nossa Infância...Morro do Céu, Berço da Esperança!"

A ideia é levar para o carnaval as histórias e lembranças de um tempo em que as crianças da comunidade interagiam com muito mais frequência e na rua. Soltar Pipa, jogar Peão, Jogo de Botão, Esconde-Esconde, Casamento Atrás da Porta, Amarelinha, Pega-Pega, Pula-Corda, Taco, Bolinha de Gude, Futebol de Gol Fechado, entre outras diversões, marcaram época e jamais sairão da memória do Morro do Céu.

Em 2012, o Unidos do Morro do Céu irá para o seu terceiro carnaval e trará uma pré-estrutura de passarela, mesmo na Praça XV. Como a estreia na Nego Quirido se dará em 2013, por respeito ao regulamento dos blocos, a intenção é mostrar ao redor da Velha Figueira algo mais amplo e organizado.

O desfile será composto por: bateria, comissão de frente, dois casais de mestre-sala e porta-bandeira, ala das passistas, ala das crianças, ala da comunidade e demais segmentos, como por exemplo, harmonia e grupo musical. A estimativa é de 1,5 mil componentes, 400 a mais em relação a 2011.

Tudo começou assim...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reunião amanhã

Amanhã é dia de mais uma reunião da diretoria na sede da Amorceu. Encontro fechado, às 20h, para debater o carnaval. As questões documentais já foram resolvidas e agora é a hora de arregaçar as mangas e fazer o carnaval 2012 acontecer. Amanhã deverá ser o dia de se conhecer o enredo. Fiquem ligados!

Pra começar bem a semana...

domingo, 20 de novembro de 2011

Mais vídeos na Sexta do Vinil

Mais uma noite especial no Bar do Caio. A Sexta do Vinil trouxe novamente vídeos antigos do nosso carnaval através do historiador Rodrigo Darosci.

Destaque para o carnaval de 1989 da Coloninha que, no primeiro ano de Nego Quirido, trouxe para a avenida um espetáculo à parte com as criações do carnavalesco Carlos Magno (In memorian).

No mais, presenças marcantes do nosso pandeirista Dé, do fundador do bloco Ricardo Silva e da turma assídua de sempre! Na sexta que vem tem mais!